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Confiança no limite: a equipe brasileira que opera no extremo em Nazaré
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Confiança no limite: a equipe brasileira que opera no extremo em Nazaré

Admin Planet Wave·20 de abril de 2026·3 min de leitura

Paulo Diego Imbica, Michelle des Bouillons e Ian Cosenza formam uma das equipes brasileiras mais respeitadas de Nazaré. Em um dos picos mais perigosos do planeta, a confiança mútua construída ao longo de anos é o equipamento mais importante que levam para a água.

Quando a confiança vale mais do que qualquer equipamento

Em Nazaré, Portugal, onde as ondas ultrapassam 20 metros de altura e o erro pode custar uma vida, a tecnologia de segurança é fundamental — mas não é suficiente. O diferencial que separa uma equipe funcional de uma equipe verdadeiramente confiável é algo que não se compra: o entrosamento humano construído ao longo de anos de convivência intensa, de situações extremas compartilhadas, de decisões tomadas em frações de segundo onde a vida do companheiro está literalmente nas suas mãos.

É exatamente esse nível de confiança que Paulo Diego Imbica, Michelle des Bouillons e Ian Cosenza cultivaram ao longo de sua trajetória conjunta. A equipe brasileira que opera em Nazaré não foi formada por uma decisão estratégica ou por um contrato comercial. Ela surgiu organicamente, moldada por treinos, viagens e situações limítrofes que criaram um entendimento mútuo que vai além de qualquer protocolo escrito.

Uma formação que nasceu do tempo

Imbica resume com simplicidade o que levou anos para ser construído: "A confiança veio com o tempo." Essa frase carrega muito mais do que parece. Em Nazaré, cada membro da equipe precisa saber exatamente como os outros vão reagir em uma situação de emergência. Não há espaço para surpresas, para improvisos mal executados, para comunicações falhas no momento crítico.

Michelle des Bouillons, que acumula experiência tanto na água quanto na logística de operações em grandes ondas, traz uma perspectiva feminina rara em um ambiente historicamente dominado por homens. Sua presença reforça que a competência técnica e o preparo mental não têm gênero — e que a diversidade dentro de uma equipe pode ser um ativo estratégico em situações complexas.

Preparação que começa muito antes das ondas

Operar em Nazaré exige uma estrutura de preparação que começa semanas antes de qualquer swell. O monitoramento constante das previsões meteorológicas e oceanográficas é parte essencial do trabalho. A equipe acompanha sistemas de pressão atlânticos, analisa modelos de ondulação e planeja cada saída com precisão cirúrgica.

A logística inclui manutenção constante dos jet skis — verdadeiros instrumentos de resgate que precisam funcionar impecavelmente em condições adversas. O treinamento físico é intenso e específico: natação em apneia, resistência cardiovascular, simulações de resgate. Ian Cosenza, responsável por grande parte da estruturação operacional da equipe, coordena esses elementos com atenção meticulosa aos detalhes.

O suporte que viabiliza o extremo

Por trás de cada sessão épica em Nazaré existe uma estrutura de patrocínio e apoio que raramente aparece nos vídeos de ondas gigantes. Nesta temporada, a Oobit atuou como patrocinadora exclusiva da equipe, viabilizando a aquisição de equipamentos de segurança de última geração, manutenção da frota de jet skis e a logística de uma operação internacional de alto custo. O sucesso da equipe é resultado não apenas do talento individual, mas de um ecossistema inteiro que trabalha em uníssono em direção ao mesmo objetivo extraordinário.

#big wave#Nazaré#equipe brasileira#surf de grandes ondas

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