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Workshop de fotografia aquática reúne teoria, prática e mercado profissional
Cultura

Workshop de fotografia aquática reúne teoria, prática e mercado profissional

Admin Planet Wave·22 de abril de 2026·3 min de leitura

A Galeria Noronha sediou uma imersão de 20 horas em fotografia subaquática de surf, sob a direção do fotógrafo Gonçalo. Do manuseio de caixas estanques à construção de carreira profissional, o evento revelou a profundidade do universo da fotografia aquática.

Uma imersão que vai além da câmera

Fotografar no surf não é simplesmente apontar uma câmera para uma onda. É uma disciplina que exige conhecimento técnico aprofundado, preparo físico, leitura das condições marinhas, segurança e, acima de tudo, paixão por dois universos ao mesmo tempo: a arte da imagem e o esporte das ondas. Foi com essa compreensão ampla que o fotógrafo Gonçalo estruturou uma oficina intensiva de 20 horas na Galeria Noronha, reunindo participantes de diferentes níveis de experiência em um mergulho completo no universo da fotografia aquática.

O workshop do projeto Photoinwater foi distribuído em três dias consecutivos, combinando fundamentos teóricos, experiência prática na água e orientações sobre carreira profissional. A proposta foi criar um ambiente em que iniciantes e fotógrafos com alguma experiência pudessem avançar juntos, respeitando os diferentes pontos de partida de cada um.

Do equipamento à segurança

A programação técnica abordou desde os fundamentos mais básicos — tipos de caixas estanques, lentes, ports e mecanismos de vedação — até procedimentos avançados de manutenção e conservação do equipamento em ambiente marinho. Saber como montar corretamente um housing, como prevenir condensação dentro da câmera e como limpar o equipamento após cada sessão são conhecimentos que fazem a diferença entre uma carreira longa e equipamentos destruídos prematuramente.

A segurança recebeu atenção especial na programação. Técnicas de respiração e controle de apneia, condicionamento físico específico para o trabalho na água e preparação psicológica foram temas abordados com seriedade. Um princípio foi reforçado repetidamente: nunca praticar treinos de apneia sozinho na água. No ambiente da fotografia aquática de surf, onde o fotógrafo frequentemente está posicionado em locais de alto risco — dentro da arrebentação, próximo a recifes, em meio a impactos de ondas —, a segurança é condição não negociável.

Prática, pós-produção e mercado

No domingo, os participantes foram para a Praia do Meio colocar em prática tudo o que aprenderam. Posicionamento, seleção de lentes, composição com regra dos terços e linhas de condução, enquadramento em condições dinâmicas — a teoria ganhou vida nas sessões na água sob orientação direta de Gonçalo.

À noite, a programação voltou para dentro com uma sessão de edição no Lightroom, organização de arquivos e construção de portfólios. O encerramento contemplou também os aspectos comerciais da fotografia de surf: como contatar marcas, atletas e eventos, como monetizar imagens, como usar as redes sociais para fortalecer a presença profissional. A cerimônia de certificação encerrou a imersão com um gesto simbólico que ficou na memória: Yohana, a aluna mais jovem do grupo, recebeu um compartimento estanque para celular como incentivo para continuar trilhando seu caminho na fotografia aquática.

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